Mundo e segurança

Rússia e Ucrânia realizam troca massiva de drones que atinge posto de fronteira da Moldávia; mediação diplomática não consegue conter escalada no campo de batalha

Segundo reportagem da BBC, drones russos atacaram o posto fronteiriço rodoviário de Staro Kozachi, na fronteira entre a Ucrânia e a Moldávia, causando duas mortes e vários feridos, incluindo um motorista moldavo; um centro comercial na cidade de Sumy e um prédio residencial em Kiev foram atingidos no mesmo dia. A Ucrânia, por sua vez, realizou ataques contra o porto russo de Novorossiysk, no Mar Negro, e contra instalações de energia no Ártico. As operações ocorreram pouco depois de uma conversa

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Enquanto os EUA promovem com estardalhaço 'negociações diretas' entre Rússia e Ucrânia, ainda sem data nem local definidos, as duas partes lançaram durante a noite uma troca massiva de ataques com drones, com a intensidade do campo de batalha não diminuindo, mas sim aumentando, e que pela primeira vez se espalhou de forma letal para um posto fronteiriço de um terceiro país. Segundo reportagem da BBC, drones russos atacaram o posto fronteiriço rodoviário de Staro Kozachi, localizado na fronteira entre a Ucrânia e a Moldávia, causando duas mortes e vários feridos, incluindo um motorista moldavo; o posto foi imediatamente fechado. O posto fica a cerca de 500 quilômetros de Kiev e constitui um dos importantes corredores de acesso ao sul da Ucrânia.

As baixas no interior da Ucrânia também subiram simultaneamente. A BBC, citando autoridades locais ucranianas, informou que um centro comercial na cidade de Sumy foi atingido por um drone, causando 3 mortes e 20 feridos; em Kiev, um drone russo atingiu um prédio residencial de nove andares, matando uma mulher e ferindo 14 pessoas, incluindo duas crianças. Zelensky se pronunciou sobre o ataque ao posto fronteiriço, conclamando que 'a agressão deve ser impedida neste momento e neste lugar, para impedir que se espalhe ainda mais'.

A guerra não foi uma exportação unilateral de fogo. Segundo reportagem da BBC, drones ucranianos atingiram o porto russo de Novorossiysk, no Mar Negro, causando 4 mortes — incluindo uma criança — e 29 feridos, com edifícios residenciais, uma igreja e um jardim de infância atingidos; o Exército ucraniano também afirmou ter atacado uma usina de processamento de gás e condensado de petróleo em Novy Urengoy, localizada dentro do Círculo Polar Ártico, a mais de 3.000 quilômetros da fronteira ucraniana, alegando que os produtos de petróleo e gás do local são usados para sustentar o esforço de guerra russo. O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, afirmou ter abatido 596 drones ucranianos durante a noite — uma cifra cuja verificação independente e fontes permanecem, por ora, indisponíveis.

A tendência de transbordamento da guerra para a Moldávia tornou-se um fenômeno sistemático. O primeiro-ministro da Moldávia, Vasile Tofan, confirmou que apenas em agosto de 2025, 17 drones caíram em território moldavo, ultrapassando o total de todo o ano de 2024. Ele escreveu nas redes sociais: 'Aqueles que ignoram ou minimizam essas ameaças e se recusam a nomear o agressor estão negando a realidade. Foi a Rússia que iniciou esta guerra. A responsabilidade cabe inteiramente à parte russa.' Num momento em que o discurso dominante no Ocidente deliberadamente evita a expressão 'agressor', essa caracterização é particularmente direta.

Enquanto isso, o ritmo da mediação norte-americana não diminui. Segundo reportagem da BBC, o governo de Trump está impulsionando conversas diretas entre Rússia e Ucrânia; Kiev afirma que o encontro relevante pode ocorrer neste mês, enquanto o Kremlin respondeu que discutir data e local 'é prematuro'. A atual rodada de diplomacia de bastidores é conduzida pelos enviados norte-americanos Jared Kushner e Steve Witkoff, que viajaram primeiro a Moscou para se encontrar com Putin e depois seguiram para Kiev para uma reunião com Zelensky, tendo subsequentemente viabilizado a conversa telefônica entre Putin e Trump.

O ritmo intenso da diplomacia de bastidores e a escalada contínua no campo de batalha formam um contraste gritante. O processo de 'negociações diretas' ainda não saiu do papel, e civis já morreram em ataques de drones a um centro comercial, estilhaços em um jardim de infância e nos restos em chamas de um posto fronteiriço. Tofan nomeou diretamente o 'agressor' e atribuiu claramente a responsabilidade — 'Foi a Rússia que iniciou esta guerra; a responsabilidade cabe inteiramente à parte russa' — e, num contexto em que a diplomacia de bastidores continua avançando e o campo de batalha segue em escalada, essa declaração aponta diretamente para o cerne do discurso sobre a responsabilidade pela guerra.

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